(Delegado Agostinho: autuou a zeladora em flagrante) |
g1 Roraima
Uma zeladora de 32 anos foi autuada em
flagrante após ser filmada por câmeras comendo um chocolate do delegado da
Polícia Federal Agostinho Cascardo, que teria entendido se tratar de furto
qualificado.
O produto estava em uma caixa sobre uma
mesa na sala dele.
Ela diz ter assinado ainda um documento
sobre a apreensão da embalagem do bombom, que serviria como 'prova do crime'.
A mulher trabalha para uma empresa
terceirizada que presta serviço à Polícia Federal.
O caso ocorreu na quinta-feira (30/09) e
foi divulgado no domingo (04/10).
Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira
(05), a zeladora admitiu ter comido o chocolate que estava em cima da mesa do
delegado quando ele estava ausente.
A assessoria de comunicação da Polícia
Federal em Roraima admitiu que a mulher
foi autuada em flagrante por furto e o caso enviado ao Ministério Público
Federal (MPF).
Agostinho Cascardo também é corregedor
da PF.
"Estava limpando a sala dele e
tinha uma caixinha cheia de bombons sobre a mesa. Peguei um e pensei comigo
mesma: depois falo para ele, porque não vai 'fazer questão' de um bombom. Comi
o chocolate na sala. Terminei a limpeza e saí. Não sei porque comi. Não tenho o
costume de pegar 'coisas' dos outros, nunca mexi em nada. Não é porque uma
pessoa é de uma família pobre que ela vai sair pegando as coisas dos outros
",
relata.
A zeladora conta ter saído do prédio da
Polícia Federal para resolver problemas pessoais e, ao retornar, foi abordada
por um escrivão, que a chamou para ser ouvida. "Não sabia por que estavam
me chamando. De qualquer forma, assinei dois documentos que ele me entregou,
até pedi uma cópia, mas ele não me deu", afirma.
Ao ser levada à sala do delegado
Cascardo, a zeladora foi questionada sobre o bombom que estava na mesa. "Eu
admiti ter comido. Me questionou onde estava a embalagem e o levei até a
lixeira. Revirei o lixo e encontrei o papel do bombom. Me ofereci para pagar o
chocolate, mas o delegado disse que não era essa a questão. Ele disse que assim
como eu tinha pegado o bombom, poderia ter sido um documento. Jamais pegaria",
sustenta.
Ao entregar a embalagem, ela viu o
material sendo embrulhado como 'prova de um crime'.
"Ainda tive que assinar um
documento sobre a apreensão da embalagem e prestei depoimento por quase uma
hora. Na minha opinião, o corregedor deveria primeiro ter me procurado, em vez
de mandar outros policiais atrás de mim. Ele se precipitou ainda ter colocado
câmeras na sala por desconfiar de mim", opina.
A zeladora foi à empresa onde trabalha e
ficou sabendo que um servidor da PF havia ligado para a proprietária pedindo a
demissão dela por justa causa.
"Falaram que eu estava roubando a
Polícia Federal. A minha patroa contou que durante o telefonema esse servidor
chegou a afirmar que eu deveria ter saído do prédio algemada e direto para a
penitenciária ", resume.
"Eu tenho quatro filhos pequenos,
posso perder meu emprego, ficar com o meu nome sujo. Como é que as pessoas vão
me ver agora? Estou constrangida, envergonhada", assume.
A zeladora adiantou que vai procurar um
advogado para saber o que pode fazer sobre o caso.
"Quero saber se o que fiz foi
errado, porque eu nem sequer tive a chance de me defender. Sei que estou abaixo
dele [corregedor], mas queria conversar e entender porque ele fez tudo isso
comigo",
conclui.
OAB considera abuso de poder
Para o presidente da Ordem dos Advogados
do Brasil em Roraima (OAB-RR), Jorge Fraxe, a ação do corregedor foi
'desproporcional' e pode ser classificada como abuso de poder. Para ele, o
delegado errou em usar a estrutura da Polícia Federal para 'resolver um
problema pessoal'.
"Se ele tivesse se sentido lesado,
a apuração teria de ser feita no âmbito da Polícia Civil, porque a zeladora não
é servidora da Polícia Federal e não tem foro especial. Agora, ele usar a
estrutura da PF, que serve para investigar desvios de condutas da própria
instituição, contra essa moça é um absurdo, é desproporcional e desnecessário", avalia.
Fraxe avaliou que o ato da zeladora não
pode ser classificado como crime e nem enquadrado como furto qualificado, 'porque
não afetou a esfera de direito de ninguém, não feriu o patrimônio do corregedor
e não teve nenhuma tipificação de crime'.
"Nenhum juiz classifica isso dessa
maneira. É um desvio de conduta mínimo", declara.
O presidente disse ainda que a servidora
deve procurar a Comissão de Direitos Humanos da OAB-RR para registrar o
ocorrido.
"O caso precisa ser avaliado, ela
tem que buscar um advogado para se proteger", diz.
ASSESSORIA
DA PF ADMITE FURTO
Segundo a assessoria de comunicação da
Polícia Federal, houve 'algumas situações' no local onde ocorreu o caso
envolvendo a zeladora e, por esse motivo, foram colocadas câmeras para
monitorar o ambiente.
Ainda conforme a assessoria, as imagens flagraram
a zeladora 'furtando' o chocolate na sala do delegado Agostinho Cascardo.
A comunicação da PF afirma que foi feita
uma 'notícia crime' e a demissão da mulher se deu por justa causa.
"No âmbito penal, esse fato já foi
arquivado no mesmo dia porque é um crime de 'valor irrisório'. Foi pontuado o
ato em si. Não houve prisão ou perícia. Foi feita apenas 'notícia crime', sendo
autuada em flagrante por furto. O procedimento se deu na PF porque o fato
ocorreu em um prédio da União. Talvez ela seja absolvida na Justiça Federal
pelo crime",
diz a assessoria.
O G1 tentou localizar a supervisora da
zeladora para se pronunciar sobre o caso, mas as ligações não foram atendidas.
Por telefone, o delegado Agostinho Cascardo disse que não iria tratar do
assunto com a reportagem, o que ocorreria somente através da própria assessoria
de comunicação da PF.
(g1rr)
Agora ela aprende a não colocar a mão no que não lhe pertence, o brasileiro tem essa cultura acha que pode tudo...Quem rouba um chocolate rouba um milhão....tem que ser assim talvez as pessoas apendam a respeitar seus limites.
ResponderExcluirSe fosse eu teria dado o resto dos chocolates pra ela comer, e depois sairia pra prender assaltante de bancos e traficante rsrs
ResponderExcluirIsso é uma palhaçada
ResponderExcluirIsso é uma palhaçada
ResponderExcluirNo país do faz de conta ,esse crime pode ser hediondo sujeito a prisão perpétua ou até mesmo pena de morte,ao contrária de crimes como corrupção,assalto a banco,estupro ,latrocínios esses são crimes leve contra a sociedades,sujeito a finanças e prestações de serviços,isso é o Brasil.agora o que mais mim interesse e que nos pagamos o salario desse delegado! Man..a esse delegado fil..o de u..a pu..a to...ar no ..u!
ResponderExcluirKkk,iso e um absurdo.!se esse delegado quiser eu do uma caixa cheia a eli para soltar essa pobre coitada
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