(João Victor, Wesley e Polyano) |
A 2ª Vara Mista de Queimadas condenou a uma pena total de 70 anos de reclusão o trio de latrocidas que assassinou o funcionário da CAGEPA Marcos Antônio Dantas numa casa lotérica no Centro de Fagundes, no Agreste, na tarde de 04 de maio do ano passado.
João Victor Herculano Rodrigues, Wesley
Rodrigues, e José Polyano Andrade Azevedo pegaram, cada um, 23 anos e 4 meses
de prisão.
A pena foi determinada pelo juiz Jeremias
de Cássio Carneiro de Melo no último dia 05.
O crime brutal e covarde, que chocou
Fagundes, foi registrado pelas câmeras de monitoramento da casa lotérica.
O Núcleo de Homicídios da 11ªDelegacia
de Queimadas, com apoio da DH de Campina Grande, elucidou o latrocínio em tempo
recorde, bem como prenderam três dos 4 envolvidos.
O quarto acusado, um adolescente de 15
anos, foi morto pelos próprios comparsas como “queima de arquivo”.
ENTENDA
TUDO SOBRE ESTE CASO
Todas as tardes Marcos Antônio se
dirigia ao estabelecimento que pertence ao filho.
Os bandidos usaram de perversidade extrema.
Em momento algum a vítima esboçou reação,
mas foi atacada.
Inicialmente um dos ladrões atirou em
uma das pernas, em seguida os dois começam a agredir o homem a coronhas e depois
efetuarem os disparos.
Marcos foi socorrido para o Hospital em
Fagundes, mas acabou não resistindo.
A lotérica, 50 dias antes, tinha sido
assaltada.
Na noite de 05 de maio a PC prendeu
Wesley Rodrigues, de 22 anos.
No dia 11 de maio prendeu João Victor
Herculano, de 18 anos de idade.
Ele foi capturado na casa do pai, na Rua
Arius, no Bairro Catolé, escondido numa laje e após a prisão moradores aplaudiram
a ação da Polícia Civil.
No dia 12 de maio foi localizado, em
cova rasa, o corpo do adolescente “Renato”, de 15 anos (o segundo executor).
O corpo foi encontrado próximo ao
Alphaville, em Campina Grande.
“Renato” foi morto como uma espécie de
“disciplina” e “queima de arquivo” diante da tamanha repercussão do latrocínio
na lotérica.
João Victor presenciou a morte do comparsa.
AS
PARTICIPAÇÕES...
O latrocínio foi praticado por João
Victor e pelo adolescente.
Já Wesley Rodrigues confessou que a
participação dele foi de “pegar” os executores (que não eram de Fagundes) e que
estavam indo para lá cometer o assalto.
Como em Fagundes “todo mundo se
conhecia”, era necessário que o crime fosse executado por duas “pessoas de fora”.
Os dois executores, o adulto e o
adolescente, chegaram à Fagundes na terça (03) vindos de Campina Grande.
Num posto de combustíveis da cidade os
dois executores se encontram com Wesley que os levou até a casa de um quarto
envolvido (Poliano Andrade) onde dormiram para cometer o crime na quarta.
Poliano também, conforme os autos, agiu
como olheiro da movimentação na lotérica.
Ficou acordado entre os latrocidas que
cada um receberia uma quantia do roubo à lotérica.
As roupas que o foragido João Victor
usava na tarde do crime foram localizadas na casa dos pais dele.
As imagens das câmeras da lotérica ajudaram
neste detalhe da roupa.
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