A estrutura do PCC (Primeiro Comando da Capital) mudou e um novo organograma foi instaurado na facção, conforme apontam relatórios sigilosos do Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo.
A informação é do colunista Josmar
Jozino, do UOL.
Esse novo esquema foi descoberto em
investigações sobre tráfico, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A facção possui várias divisões, e cada
uma delas fica responsável por alguma função dentro do grupo, como o setor
financeiro, o ‘tribunal do crime’ e até a alta cúpula.
Em 2002, a Polícia Civil divulgou o
primeiro organograma do PCC, quando os fundadores José Márcio Felício, o
Geleião, e César Augusto Roriz Silva, o Cesinha, foram excluídos do grupo.
Foi nessa época, segundo o MP, que Marco
Willians Herbas Camacho, o Marcola, assumiu a liderança da facção e aparecia no
topo do documento, junto de Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho
Carambola.
Marcola, apesar de sempre negar
pertencer ao grupo, está preso em Brasília.
A maioria dos citados no organograma
antigo era ligada a Geleião e foi executada na guerra interna do grupo.
Nesse atual, a Sintonia Final Cúpula foi
criada para substituir a Sintonia Final Geral, que era formada por um número
restrito de integrantes, após a transferência dos líderes do grupo para
presídios federais e para Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) – de
segurança máxima.
Eles é que mantêm o controle e dão a
última palavra em alguma estratégia do PCC, ou temas sensíveis e
financeiros.
Abaixo está a Sintonia Restrita, com
integrantes de estrita confiança do mais alto patamar do grupo.
Nela, os faccionados ficam responsáveis
pelo “setor de inteligência”, na qual os membros ficam responsáveis por
conseguir informações para executar desafetos ou autoridades, além de planejar resgate
de presos e atentados.
O Setor Financeiro, como o nome sugere,
toma conta do que diz respeito às atividades financeiras do PCC.
Já a Sintonia Geral do Prazo administra
as dívidas, vinculadas às mensalidades dos faccionados e às rifas, bem como
empréstimo de quantias, armamento e veículos.
Quem cuida da gestão do tráfico de
drogas é a Sintonia Geral do Progresso, enquanto a Sintonia da Rua faz a
divisão territorial da facção.
Nela, são reunidas as Sintonias de
várias regiões de São Paulo, e outros estados, assim como de outros países.
No caso de SP, os códigos de telefonia
são usados para dividir essas regiões: Campinas é 19, Bauru é 14, Vale do Paraíba
é 12 e assim por diante.
Os novos integrantes do grupo criminoso
ficam sob responsabilidade da Sintonia Geral do Livro ou do Cadastro, que cuida
do controle das exclusões, retornos de membros e batismos dos afilhados.
Os serviços de advogados para facção são
responsabilidade da Sintonia Geral dos Gravatas.
O julgamento dos faccionados é comandado
pela Sintonia dos 14, formada pelo Resumo do Quadro dos 14 (Pé Quebrado), que
atua em conjunto da ‘Sintonia Final da Rua’.
Além disso, eles também coordenam casos
de descumprimento às normas e divergências, e aplicam sanções, que podem ser
espancamento ou assassinatos de membros.
Eles coordenam também assuntos
estratégicos de atuação de integrantes soltos, dentro das regiões, e segundo as
mesmas ordens da Sintonia da Rua.
(Fonte: Redação Terra)
Foto: Paulo Liebert/Estadão
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.